Veni, Vidi, Vi(nc)ci

Thursday, 2 March 2017

(Imagem gentilmente cedida por Hotel Vincci Porto)

Ainda sou do tempo em que, no edifício em tons de rosa muito clarinho, de frente para o rio Douro e posicionado ao lado do emblemático Museu do Carro Eléctrico (pintado num rosa mais forte), funcionava a Junta de Freguesia de Massarelos. Cheguei mesmo a entrar uma vez para visitar uma espécie de feirinha - numa longínqua aproximação aos muitos mercados que agora acontecem um pouco por todo o lado, de norte a sul do país - com vários artigos em segunda mão, à venda.

Lembro-me perfeitamente de ter reconhecido ali e naquele momento, o enorme potencial de tal espaço, quer pela sua localização perfeita - a meio caminho entre a Baixa e o mar -, quer pela estrutura propriamente dita.


Construído nos anos 30 para ser usado como Bolsa do Pescado, continuou a funcionar com essa finalidade, até aos anos 70, altura em que foi construído o Porto de Matosinhos. Ficando um pouco fora-de-mão desta zona mais costeira, o edifício começou a ser usado pelos moradores da referida freguesia, um pouco como prédio social (com creche, diversas associações...). Na altura, quando o peixe deixou de ser o "prato do dia" aqui, o imóvel foi comprado pelos actuais proprietários, que acabaram por nunca lhe dar nenhum uso em especial, embora nos anos 90 tenham já desenvolvido um projecto para a construção de um hotel. Por motivos a nível local não conseguiram avançar para a concretização, tendo a ideia ficado "na gaveta". Ora, até precisamente há três anos atrás, altura em que se começou a dar vida ao que não tinha passado até então do papel.

Senhoras e senhores, apresento-vos o Hotel Vincci Porto!

 

Note-se que o prédio nunca perdeu a traça original, até ao ponto de ainda existir no piso -1, o túnel que ligava o rio a terra, que era por onde entrava o peixe. Agora está tapado, mas a passagem vai dar ao local onde hoje funciona o heliporto (em frente, do outro lado da rua). Mesmo a estrutura interna continua igual, com as escadas e corredores laterais (onde as pessoas se posicionavam para a venda do peixe), e as imponentes paredes de mármore. As grandes janelas também se mantiveram inalteradas, bem como as varandas das agora suítes, assim como umas argolas, na fachada, onde se atavam as cordas dos barcos (que iam do rio à margem), para que estes ficassem fixos.

Tendo já um hotel com oito anos na baixa pombalina - o Vincci Baixa -, em Lisboa, o grupo Vincci quis rumar a norte e encontrou nestas paredes cheias de história, a morada ideal para se instalar na cidade. Porque é de história que se fazem os endereços desta cadeia hoteleira espanhola, que normalmente opta pelas zonas nobres das capitais, e/ou por edifícios que, interior ou exteriormente, tenham algo a dizer sobre tempos que já lá vão.


Com a arquitectura e os interiores a cargo do renomado arquitecto portuense José Carlos Cruz, este hotel de design é tão especial e característico, que possui uma fragrância única - comum aos vários Vincci - sentida pelo ar, um pouco por cada canto e recanto, e podendo mesmo ser adquirida por quem quiser levar consigo um bocadinho do ambiente que aqui se vive.


Numa tarde de amena conversa com Lesmes Nachón - o espanhol que tem a seu cargo a direcção do espaço - comento, que uma das coisas que mais me fascina no Vincci Porto, é a luz tão depurada e natural que penetra no branco do lobby e se esvai até à sala que acolhe o restaurante. Fico a saber que, a par da luminosidade (também presente em todos os quartos e suítes, e num pátio interior no subterrâneo), a privacidade, a tranquilidade e a própria dimensão dos aposentos (com as casas-de-banho a terem uma área bastante privilegiada) são alguns dos pontos fortes que contribuem para a identidade do hotel.




Se a isto juntarmos um restaurante de cozinha tradicional portuguesa com um certo toque de requinte - o 33 Alameda, comandado pelo chef Élio Pinto - e com um extraordinário buffet de pequenos-almoços; menús de almoço executivos (de Segunda a Sexta-feira); o tradicional serviço à carta (tanto para almoço como para jantar); um serviço de brunch a ser apresentado em breve e que funcionará aos Sábados e Domingos; um bar - o Douro Lounge -, aberto todos os dias até à 1h00, com serviço de cocktails diversos e música ao vivo aos Sábados, das 21h às 23h; um rooftop - o Douro Sky Lounge - com uma vista soberba do terceiro e último andar, e aberto, mais ou menos, desde a altura da Páscoa até Outubro, e sempre que o bom tempo permitir.


Como algo curiosa que sou, peço para me contarem um episódio caricato que ali tenha acontecido. Fico então a saber, que há uns tempos tiveram uma hóspede ilustre, cuja identidade apenas conheceram no dia em que a PSP entrou no hotel para informar que vinha tratar da logística para a sua segurança. A agência que tratou de tudo, não só não informou que se tratava de alguém especial - pedindo mesmo um quarto normal e não fazendo qualquer tipo de recomendação ou exigência -, como ainda deu um dos seus muitos nomes para a reserva. Quem? Nada mais, nada menos do que uma das irmãs do rei Filipe de Espanha!

Procurados, efectivamente, em larga escala, por espanhóis (cerca de 50% dos hóspedes) e por portugueses que residem fora do país, o grupo aposta em força nas redes sociais - já que considera que, hoje em dia, quem não esteja a fundo no mundo digital fica de fora -, sobretudo no Instagram, Facebook e LinkedIn, geridas a partir de uma central de Marketing, localizada em Madrid. Como medida estratégica de divulgação e consolidação, nestes que ainda são os seus primeiros anos de vida, o hotel apoia vários eventos, como por exemplo, um bazar de Natal, um evento promovido por mulheres produtoras de vinho, um chá de beneficência...  

Numa cidade com uma qualidade de vida bastante elevada, salta logo à vista o sobejamente conhecido carácter dos portuenses na arte de bem receber, pondo facilmente as pessoas à vontade. Pois é a mesma filosofia que pratica esta unidade hoteleira, com uma casa direccionada não só para acolher os turistas estrangeiros, como também para mimar os clientes da Invicta, fazendo-os sentir-se em casa "dentro de portas"!


Obrigada à equipa pela calorosa recepção e, já agora, aproveito para dar os PARABÉNS ao Hotel Vincci Porto pelo óptimo trabalho e pelo seu 2.º aniversário, comemorado uns dias depois da minha visita!



Até breve! 😊








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